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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Sanatório Geral



O cara é outro
Lula acrescenta novas revelações às delações da Odebrecht

Por Augusto Nunes, 14/04/2017,
 www.veja.com.br


 “Eu nunca dei R$ 1 para meu irmão Frei Chico. Ele é mais velho do que eu, ele me colocou na política. E agora inventam que a Odebrecht dava R$ 5 mil para ele por mês? Ora, isso é problema deles”. (Lula, em entrevista à Rádio Metrópole, de Salvador, insinuando que não foi por ser irmão de Lula que Frei Chico recebia uma mesada da Odebrecht, mas que foi por ser irmão de Frei Chico que Lula recebeu R$ 40 milhões da empreiteira)



Comentários


Senhor Ideologia
 
Mensagem do Lula: Se eu sou o irmão mais novo, e ele o mais velho, então ele que deve responder pelos absurdos que ambos cometemos, pelos roubos, fraudes e outras lambanças marginais. Como dizia o Tião Macalé... Ih, nojento!

Claudio Stainer
 
Lüladravez coloca para escanteio toda a Capacidade Empresarial brasileira, inclusive os formados na Ivy League e financiados pelo próprio Governo Lula. Mas convenhamos que ele é pacífico 171, papeleiro. Dilma á bandoleira e perigosa. Vingativa. Perdeu o Governo e faz tudo para exprobar o que resta movida unicamente pela ira.

Sidney Alves de Oliveira
 
Augusto

O HIPOCRITA não para de falar nesse (nonagenário e mentiras claro nesse); a Lava Jato irá fazê-lo ajoelhar-se em breve, aliás, ele é a sua turma que Ainda estão na sala de espera com as e também CAPIVARA$ nas mãos e língua afiada negando tudo.

Não passará, não passarão.

Baita abraço

A devassa do BNDES vai humilhar a quadrilha do Petrolão



Só em Angola, 42 obras da Odebrecht torraram 2 bilhões e 600 milhões de dólares durante os governos de Lula e Dilma

Por Augusto Nunes, 09/03/2017,
 www.veja.com.br

Entre 2007 e 2015, o BNDES torrou, no financiamento de obras realizadas pela Odebrecht no Exterior, 8 bilhões e 400 milhões de dólares Ou 28 bilhões e 300 milhões de reais, na cotação atual. Só em Angola, controlada há 37 anos pelo ditador José Eduardo dos Santos, um ladrão compulsivo muito amigo de Lula, 42 contratos engoliram 2 bilhões e 600 milhões de dólares, com juros anuais de pai para filho.  A vice-campeã da gastança foi à República Dominicana, onde saíram pelo ralo 1 bilhão e 800 milhões de dólares. Com Lula e Dilma, o Brasil foi um pobretão metido a besta que se fantasiava de rico usando um fraque puído nos fundilhos. As dimensões siderais da gastança criminosa informam: quando começar a devassa da caixa preta do BNDES, o Petrolão vai parecer coisa de batedor de carteira.

Concentrado na solução de problemas logísticos que afetavam outras paragens do mundo, o BNDES não teve tempo para ocupar-se de urgências domésticas. A BR-163, por exemplo, foi inaugurada em 1976 para ligar Cuiabá, capital de Mato Grosso, a Santarém, no Pará. Passados 40 anos, seguem sem asfalto 189 quilômetros que, na temporada das chuvas, viram um sorvedouro de mar de lama e barro que afoga boa parte da safra de grãos. Em janeiro de 2006, o BNDES aprovou crédito de 723 milhões e 270 mil dólares (ou 2 bilhões e 300 milhões de reais) para obras de emergência na rodovia devastada. A pavimentação do trecho que flagela caminhoneiros e empresários do agronegócio custaria 824 milhões de reais. O dinheiro continua retido em Brasília.

A nova direção do banco deveria inspirar-se na agilidade esbanjada pelo BNDES lulopetista na hora de patrocinar grandezas concebidas por perdulários de estimação. Não houve um único atraso, por exemplo, na remessa das mesadas que financiaram a construção do porto de Mariel. Às margens do Caribe foram enterrados 682 milhões de dólares expropriados dos pagadores de impostos de um Brasil à beira da bancarrota. Dilma fez questão de abrilhantar a festa da inauguração, em Cuba, do superporto que nunca existiu por aqui.


Comentários

Márcio Serrano
 
Será que essa “devassa” vai chegar até a privataria? Ou será TAMBÉM seletiva? Será que veremos apuradas as delações que dizem respeito a FURNAS? Será que deixarão “Paulo Preto” efetivar a delação?

Angélica Torquato
 
Henrique Meirelles foi o Presidente do Banco Central de jan/2003 até jan/2011 e hoje disse ao juiz Sérgio Moro que NUNCA viu nada de irregular no DESGOVERNO do Lulla.

DEVASSA é a dobradinha PMDB e PT – os inocentes.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Previdência não é programa social



Não fazem sentido os argumentos usados para justificar as aposentadorias especiais

Por Maílson da Nóbrega, 13/04/2017,
www.veja.com.br


Os mitos em torno da reforma da Previdência têm origem em duas fontes. A primeira vem de uma mistura de ignorância, ideologia ou má fé, que iludem muitos com a pregação de que não há déficit ou que a reforma é contra os pobres, ameaça direitos e por aí afora.

A segunda é a idéia de que a Previdência é um programa social, destinado a eliminar desigualdades. Na verdade, a Previdência é uma espécie de seguro para amparar os indivíduos na velhice. Baseia-se na participação obrigatória e no princípio de que seus benefícios correspondam ao montante acumulado pelas contribuições. Combater desigualdades é necessário, mas isso cabe a programas específicos, financiados pelo orçamento público e não pela arrecadação previdenciária.

A idéia de que a Previdência é um programa social justifica tratamentos especiais sem justificativa. Daí vem à defesa de aposentadoria especial para professores, que poderiam aposentar-se antes dos mortais comuns. Acontece que o exercício de uma função nobre, a de educar, não os faz merecedores de tratamento diferenciado.

Não consta que os professores tenham sobrevida menor do que a dos demais segurados da Previdência depois dos 65 anos. O que importa, para as finanças previdenciárias, é o gasto durante a sobrevida. Na mesma linha, não cabe dar tratamento especial para policiais. O risco que eles correm na sua atividade não deve ser compensado pela Previdência, mas por salários e outros benefícios, inclusive o de periculosidade, que vigora em quase todos os estados.

O que dizer do limite de idade menor para as mulheres? Olhado pelo ângulo exclusivo do seguro trata-se de grossa impropriedade, pois as mulheres têm sobrevida maior do que os homens. Na verdade a idade de aposentadoria de homens e mulheres convergiu para um único padrão em praticamente todos os países: entre 65 e 67 anos.

Há também o argumento da jornada dupla. As mulheres trabalham e cuidam da família, diz-se. É um argumento pobre, que desmente o esforço que elas vêm desenvolvendo, desde o fim do século XIX, para ser tratadas de forma igual à dos homens no mercado de trabalho, na política, no setor público e assim por diante. É paradoxal, assim, que parlamentares mulheres estejam lutando para manter a diferenciação.

Na Inglaterra, nos anos 1980, havia a diferença. A idade mínima para aposentadoria dos homens era de 65 anos; a das mulheres, 62. Sabem o que aconteceu? As mulheres se mobilizaram para igualar-se aos homens. Invocaram tratados da então Comunidade Econômica Européia (hoje União Européia), que proibia discriminação de gênero. Sim, as inglesas julgaram que estavam sendo discriminadas ao terem que se aposentar aos 62 anos. Conseguiram a igualdade aos 65 anos.

Nada justifica as aposentadorias especiais. Temos visto parlamentares e líderes sindicais defendendo aposentadoria especial para quem executa trabalho penoso, mas isso nada tem a ver com a Previdência. Essas confusões explicam grande parte das resistências à reforma.


Comentários


Vanessa Rodrigues
 
O nobre ex ministro só esqueceu de falar da pior das aposentarias especiais: as dos políticos, dos juízes, das filhas de funcionários do judiciário (desembargadores), das filhas de militares e outras criações destes mesmos funcionários públicos que recebem eternamente, pois muita passam de pai para filhas, como o valor é muito maior que o teto do INSS, é estes indivíduos que causaram a maior parte do rombo e são muito menos necessários do que professores por exemplo. Quer fazer critica séria pelo menos faz de todos os problemas, protege aqueles que mais fazem mal ao sistema.


Paulo Bandarra
 
Na verdade, a Previdência é uma espécie de seguro auto-financiado para amparar os trabalhadores contribuintes na velhice e amparar suas viúvas. Foi desfigurado pelo governo como imposto distribuído aposentadoria e pensões para as cigarras limitando a retribuição das formigas.


Amilcar Carvalho
 
Muito bem, bela falação, mas como ficam os militares que defendem a soberania nacional contra a invasão dos marcianos, e os da carreira judiciária e os políticos. Ou todos tem os mesmos ditreitos a então ninguém deve te-los.


Marly Camargo
Não percam tempo comentando as matérias deste cidadão. Assim como Mino Carta é pautado por Lula, ele é pautado por M. Temer. É da tropa de choque do governo.


Roberto Araújo
 
É muito difícil trabalhar tanto pra sustentar privilégios de alguma categoria que se acha superior às demais…


Marcos Moraes
 
Vanessa é idiota. Marly é cafajeste e esquizo. 7×1 como são professorinhas… Caco Antibes nelas! MAM


Geraldo Jr
 
De fato, não é programa social, tirando às aposentadorias especiais a previdência é muito bem paga por empresas e empregados durante muitos e muitos anos, religiosamente – portanto um direito prá lá de adquirido e que se for pela lei não poderia jamais ser mudado – exceto os excessos que a gente sabe onde estão.


PCR
 
A sociedade brasileira tem ciência de que alterações previdenciárias necessitam ser feitas. A sociedade brasileira quer a correção dos desequilíbrios. Há muitas pessoas aposentando antes dos 50 anos de idade. Isso não se sustenta realmente. Então é preciso acabar com isso. A idade de 60 anos para todos, homens, mulheres, professores, professoras, policiais militares, policiais civis e forças armadas, políticos é a ideal. Agora, a reforma proposta é duríssima. Idade acima de 60 anos é chamar os brasileiros a não terem interesse pela previdência social. Vamos levantar esta bandeira. 60 anos para todos, sem exceções.


Laércio
 
Canalha. Simplesmente um canalha que só esqueceu de incluir as aposentadorias dele, dos políticos e dos juízes. Somos um país de otários sustentando um bando de canalhas.


Paulo Bandarra
 
Sabendo que era a Odebrecht que redigia as MPs de seu interesse, imagina quem está redigindo esta reforma? Ou alguém acredita que a Odebrecht era uma exceção no país?

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Um reality à prova de Q.I.



O que faz do BBB um programa imbecilizante não é a edição, o apresentador e nem mesmo o elenco

Da Redação, 21/03/2017,
www.veja.com.br

Poucos programas se tornaram um símbolo tão grande de bobagem televisiva, daquelas que nem todo mundo que vê assume, quanto o Big Brother Brasil.

Ao contrário da maioria das atrações frutificadas sob essa pecha, especialmente em outras emissoras, o trash não começa pela falta de apuro técnico. BBB talvez seja o programa mais bem editado da TV nacional, em que milhares de horas nas quais quase nada acontece se transformam em clipes dinâmicos. Também não é culpa dos apresentadores – se Pedro Bial trazia certo verniz ao show, Tiago Leifert se consolidou precocemente em sua sucessão com estilo próprio, carisma e agilidade de raciocínio, que fariam a diferença em qualquer atração popular.

Chega-se, então, ao elenco. Serão os emissores dos gritinhos de “uhu!” a matéria-prima da baixaria? Não, se levada em conta à atual edição, em que (fato raro) foram priorizados participantes com algum propósito de vida. A escalação incluiu um advogado cursando mestrado em estudos fronteiriços, um diplomata, uma bailarina que dá aula a crianças carentes, uma paratleta, uma setentona cheia de juventude. Resultado: todos esses interessantes personagens para se conhecer em uma mesa de bar ofuscados pela protagonista de edição, a gêmea fútil e manipuladora, com muito menos a dizer (sua frase que mais repercutiu é impublicável aqui).

E aí sobra o que torna tudo imbecilizante: o próprio formato. Na caixa de Skinner do BBB, falta comida, raciona-se água, eleva-se a tensão constante pela sobrevivência, afloram os mais básicos instintos e deles é feito o espetáculo. Pode ser de alguma utilidade para algum estudo comportamental. Como TV, o resultado costuma nada mais que puro lixo.


Comentários

Jon
 
Concordo com a matéria. O formato cansou e já está fazendo hora extra. Infelizmente, o Brasil é um terreno fértil para multiplicação do público que consome esse tipo de conteúdo. Só os parentes dos participantes não gostaram deste mini editorial.

Bianca Campo Grande
 
Jon concordo com você. Num momento em que o Brasil precisa urgentemente de amadurecer, este programa não ajuda em nada. Como diz a matéria, somente aos pesquisadores do comportamento humano poderia ter alguma utilidade. A GLOBO e outras emissoras poderiam investir em programas de Ciência e de outras áreas do conhecimento humano para contribuir com o crescimento intelectual e moral da sociedade.