Veja,
13/06/2016,
www.veja.com.br
Conselho
de Ética deve votar parecer pela cassação do presidente afastado da Câmara
nesta terça
Eduardo Cunha está ficando isolado. O
presidente afastado da Câmara dos Deputados perdeu o apoio do Palácio do
Planalto, do PMDB e do Centrão (maior bloco parlamentar informal do Congresso)
na luta para manter o mandato, segundo o jornal o Estado de São Paulo.
Cunha está sendo pressionado por antigos aliados para que renuncie ao
cargo na direção da Casa, e pela Operação Lava Jato.
Entretanto, o deputado reluta, pois
vê a preservação do mandato como única forma de não ser preso – ele teme que
seus processos sejam remetidos a primeira instância e fique sob cuidados do juiz Sérgio Moro.
Conforme a reportagem do jornal O
Estado de São Paulo, na semana passada Cunha foi procurado por dois
parlamentares do Centrão, grupo que ajudou a criar. Ambos o aconselharam a
renunciar, pelo bem do governo do presidente em exercício Michel Temer. Cunha
se descontrolou e, aos gritos, disse que jamais tomará essa atitude. A medida
seria vista como sinal de enfraquecimento, e isso poderia tornar inevitável a
cassação em plenário.
O medo do PMDB e do Planalto é de que
Cunha, num gesto de vingança, possa fazer acusações contra Temer e o partido.
No Planalto, a avaliação é de que Cunha se tornou um fator que só atrapalha o
governo.
Entre os parlamentares do
"Centrão", a convicção é de que a “criatura se tornou maior do que o
criador”, conforme a definição de um líder ao falar do grupo e de Cunha. O
objetivo do bloco é manter o poder sobre o comando da Câmara e fazer o sucessor
do presidente afastado da Casa.
Estadão
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